Flávia Andrade é sul mato grossense, da capital Campo Grande. Acadêmica de Letras na UFMS, literata dadaísta quando está sóbria e escritora confiante quando está bêbada, por essa razão é boêmia. Não resiste a uma cerveja gelada e um encontro com os amigos no bar. Adora falar de si em terceira pessoa, motivo pelo qual tem tantos textos supostamente autobiográficos. Entretanto, nada do que escreve é fato, mas tudo o que escreve sente. Acredita quando quer em tudo o que não pode acreditar a vida inteira, assim resgata, sempre que possível, um viés de astrologia, de fé ou coisa que valha para si. 
    Com quinze anos finalizou o primeiro livro, com dezesseis anos conheceu o mercado editorial da nova literatura e, prestes a completar dezessete, publicou Natasha; um romance inspirado na música de mesmo nome da banda Capital Inicial. Flávia recebeu um "boa sorte, flávia" (com todas as letras minúsculas) do vocalista Dinho Ouro Preto, quando depois de um show (em Presidente Prudente) no qual uma menina chorosa arremessou um livro no palco soube da história toda. Sentiu-se a pessoa mais honrada do mundo, principalmente por amar textos sem letras maiúsculas. Mas isso envolve, basicamente, só o ano de 2014. 
    Flávia corre para a arte contemporânea nacional o quanto pode, vai a shows, feiras culturais, lê livros de novos autores e pretende fazer algo por eles no futuro. Tem uma paixão por erros gramaticais e hipérboles e um amor pela fala mais informal possível. Não cansa de sorrir boba para sotaques e de descobrir dialetos. Acima de tudo, é encantada pela língua brasileira. 
(E debocha sobre tudo o que ama.)
     Escreve sempre mais e gosta sempre menos, mas não desiste, precisa da escrita para lidar com a sobriedade do mundo, com a incompreensão alheia e com as próprias paranoias. É descontrolada, enlouquece e volta para fazer graça da desgraça. É cheia de melancolia ao mesmo tempo em que não nega riso, é paradoxo e ainda não compreende a figura de linguagem e a figura que se é. Flávia anda por aí, observa as as ruas, as pessoas e as casas, e como se fossem espelhos, tenta se ver nisso tudo, refletir e se encaixar. Mas nunca para, continua andando um pouco mais até se perder outra vez. E quando se perde, escreve.

escrito pela Flávia mesmo, Flávia Andrade

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